Perguntei-me quanto tempo aquilo ia durar. Talvez um dias, anos mais tarde, se a dor diminuisse a um ponto que eu pudesse suportar, eu fosse capaz de olhar o passado. Aqueles poucos meses que sempre seriam os melhores da minha vida. E se fosse possivel que a dor se atenuasse o suficiente para me permitir isso, eu tinha certeza de que me sentiria grata pelo tanto que me dera. Foi muito mais do que eu pedi, muito mais do que eu merecia. Talvez um dia eu conseguisse ver os fatos desse modo. Mas e se o buraco jamais melhorasse? Se as bordas feridas nunca se curassem? Se os danos fossem permanente e irreversíveis ?
Livro: Lua Nova

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