
Venha amanhã, me deixa sarar hoje. Me deixa recompor essas pequenas partes de mim que ficaram pelo chão, essas lembranças remotas de quem eu fui um dia, esses vestígios de uma vida que nem parece minha. Poupe sua retina dos meus olhos vermelhos, de minhas mãos trêmulas, dos meus ombros curvados e dos meus cabelos desgrenhados. Livre-se de mim pra que se torne mais leve, não veja, não ouça e principalmente, não sinta.

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